A.L.Vieira - Técnico Oficial de Contas (TOC)
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  •  POC -  Normas de consolidação de contas
    Aditado ao P.O.C. pelo n.º1 do art. 7.º do Dec.-Lei n.º 238/91, de 2 de Julho

    13.1 – Aspectos preliminares 

     As demonstrações financeiras consolidadas constituem um complemento e não um substituto das demonstrações financeiras individuais das empresas integradas num grupo e têm como objectivo dar uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira e dos resultados das operações do conjunto formado por essas empresas.

         Com efeito, pela via da consolidação obtém-se um só balanço e uma só demonstração de resultados do conjunto dessas empresas, como se se tratasse de uma única empresa. 

     Os princípios contabilísticos a observar na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas, os critérios de valorimetria dos activos e passivos aplicáveis e a estrutura dos modelos segundo os quais devem ser apresentadas são os previstos nos outros capítulos do POC, com as necessárias adaptações.

     As técnicas e os procedimentos de consolidação adoptados têm como base a aplicação do método de consolidação integral.
     Porém prevê-se a possibilidade de ser adoptado o método de consolidação proporcional, que a directiva da CEE sobre contas consolidadas deixa como opção aos Estados membros, no caso de uma empresa incluída na consolidação dirigir, em conjunto com uma ou várias empresas, uma outra empresa, por se reconhecer que este método responde melhor aos objectivos das contas consolidadas do que o método da equivalência patrimonial, que igualmente poderia ser utilizada. 

     O método de consolidação proporcional baseia-se, essencialmente, nas mesmas regras do método de consolidação integral, com as necessárias adaptações, em particular no que respeita à não evidenciarão dos interesses minoritários. 

     O método da equivalência patrimonial é de aplicação obrigatória, de acordo com a citada directiva, relativamente às empresas associadas e, em certos casos, às empresas do grupo excluídas da consolidação. No âmbito deste método foram adoptadas as duas modalidades de registo inicial das participações em associadas previstas na mesma directiva, cabendo às empresas escolher
     um ou outro. 

     As disposições transitórias visam regular os problemas suscitados pela primeira consolidação de conjuntos de empresas, abrangendo quer os que já satisfaziam as condições exigidas anteriormente a 1 de Janeiro de 1991, quer aqueles a que venham a ser aplicável posteriormente a obrigação de consolidar. Trata-se em suma, de resolver dois tipos de questões: uma, a fixação da data a que se devem reportar os valores contabilísticos das partes de capital e dos capitais próprios para efeitos de se efectuar a respectiva compensação; outra, o tratamento a dar às diferenças eventualmente apuradas entre os valores das partes de capital e as correspondentes proporções nos capitais próprios das empresas incluídas na consolidação. 

     À semelhança da orientação seguida no resto  do POC, os bancos e outras instituições financeiras, bem como as empresas seguradoras, não são abrangidos por estas normas. 

     A experiência colhida noutros países demonstra que não é necessário impor às empresas-mães registos digráficos para as operações de consolidação, bastando apenas a existência de mapas e documentos de suporte que permitam de forma clara e objectiva a sua revisão, não só por parte das entidades legalmente obrigadas a certificar as contas consolidadas, como também a
     sua eventual verificação por parte de qualquer outra entidade competente. 

     13.2 – Demonstrações financeiras consolidadas 
     

     13.2.1 Regras gerais 
     

     a)     As contas consolidadas constituem um todo e compreendem: 
     

     O balanço consolidado; 

     A demonstração de resultados consolidada; e 

     O anexo ao balanço e à demonstração de resultados consolidados. 

      Recomenda-se também a inclusão da demonstração consolidada de origem e aplicação de fundos. 
     

     b)      Estes documentos devem satisfazer também as demais normas do POC, com as necessárias adaptações. 

     c)      Os métodos e procedimentos de consolidação devem ser aplicados de forma consistente de um exercício para o outro. 

     13.2.2 – Objectivo 

          a)      As demonstrações financeiras consolidadas devem dar uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira e dos resultados do conjunto das empresas compreendidas na consolidação. 

          b)      Se, em casos excepcionais, a aplicação de uma disposição destas normas de consolidação for incompatível com aquele objectivo, a disposição em causa não deverá ser aplicada, divulgando-se o facto no anexo ao balanço e à demonstração de resultados. 

     13.2.3 – Data de elaboração 

     a)      As demonstrações financeiras consolidadas devem ser elaboradas com referência à mesma data das demonstrações financeiras anuais da empresa-mãe. 

     b)      Contudo, podem ser elaboradas com referência a uma data diferente, a fim de serem tomadas em consideração as datas do balanço do maior número de empresas, ou das mais importantes, incluídas na consolidação. 

     c)      Quando a data do balanço de uma empresa proceder a do balanço consolidado em mais de três meses, essa empresa deve ser consolidada com base em demonstrações financeiras intercalares elaboradas à data do balanço consolidado. 

     13.2.4 – Alterações na composição do conjunto. 

     Se a composição do conjunto das empresas incluídas na consolidação se alterar significativamente no decurso do exercício, as demonstrações financeiras consolidadas devem fornecer informações que permitam a comparabilidade de conjuntos sucessivos de demonstrações financeiras consolidadas. Esta obrigação pode ser cumprida ou pela elaboração de demonstrações financeiras ajustadas à data do início do exercício a que se referem ou por informações a prestar no anexo ao balanço e à demonstração de resultados consolidados. 

     13.3 Métodos de consolidação 
     
     

     A consolidação das contas visa substituir no balanço da empresa consolidante o valor das parte de capital por ela detidas pelo valor que lhe corresponde no património das empresas consolidadas. 

     Os métodos de consolidação são os seguintes, sendo a sua aplicação função da natureza e da importância das participações: 
     
     

     Método  de consolidação integral, que consiste na integração no balanço e na demonstração dos resultados da empresa consolidante dos elementos respectivos dos balanços e das demonstrações dos resultados das empresas consolidadas, evidenciando os direitos de terceiros, designados para este efeito «interesses minoritários»; 

     Método de consolidação proporcional, que consiste na integração no balanço e na demonstração de resultados da empresa consolidante da parte que proporcionalmente lhe corresponder nos elementos respectivos dos balanços e das demonstrações de resultados das empresas consolidadas; 

     Método de equivalência patrimonial, que consiste na substituição no balanço da empresa consolidante do valor contabilístico das partes de capital por ela detidas pelo valor que proporcionalmente lhe corresponde nos capitais próprios da empresa participada. 
     

     13.4 – Método de consolidação integral 

     13.4.1 – Regras gerais 

     a)      Os elementos do activo, do passivo dos capitais próprios das empresas incluídas na consolidação devem ser integrados na totalidade no balanço consolidado. 

     b)      Os custos e perdas e os proveitos e ganho das empresas incluídas na consolidação devem ser integrados na sua totalidade na demonstração consolidada dos resultados. 

     c)      Os valores contabilísticos das participações no capital das empresas compreendidas na consolidação serão compensadas pela proporção que representam nos capitais próprios dessas empresas; 

     esta compensação far-se-á com base nos respectivos valores contabilísticos à data em que tais empresas sejam incluídas pela primeira vez na consolidação. 

     d)      As diferenças resultantes desta compensação deverão, na medida do possível, ser imputadas directamente às rubricas do
     balanço consolidado que tenham valores superiores ou inferiores aos seus valores contabilísticos. 

     e)      Qualquer remanescente que ainda subsista após aquela imputação deve ser inscrito no balanço consolidado na rubrica
     «Diferenças de consolidação», no activo, se for positivo, e no capital próprio, se for negativo. 

     f)        O disposto nas alíneas c) e e) não se aplica às partes de capital da empresa-mãe possuídas quer por ela própria, quer por uma outra empresa incluída na consolidação, as quais devem ser consideradas no balanço consolidado como acções (ou quotas) próprias. 

     g)      O remanescente referido na alínea e) terá o seguinte tratamento: 

             g1)    Quando  a diferença for positiva, deve ser amortizado de acordo com as regras previstas no capítulo 5 para os «Trespasses»; 

             g2)    Quando a diferença for negativa não pode ser imputada a conta de resultados, salvo se a diferença corresponder à provisão, à data da aquisição, de uma evolução desfavorável dos resultados futuros da empresa, ou à provisão de encargos que ela ocasionará, na medida em que a referida provisão se realize. 
     

     13.4.2 Critérios de valorimetria 

     a)      Os elementos do activo, do passivo e dos capitais próprios, a incluir nas demonstrações financeiras consolidadas, serão valorizados segundo critérios de valorimetria uniformes e de acordo com a capítulo 5. 

     b)      A empresa-mãe deve aplicar na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas os mesmos critérios de valorimetria que usa nas suas próprias demonstrações financeiras. 

     c)      Sempre que em elementos do activo, do passivo e dos capitais próprios incluídos na consolidação tenham sido utilizados critérios de valorimetria diferentes dos fixados para a consolidação, estes elementos devem ser de novo valorizados de acordo com estes, a não ser que os seus efeitos sejam materialmente irrelevantes. 

     d)      São admitidas derrogações à alínea anterior em casos excepcionais, as quais devem ser mencionadas no anexo e devidamente justificadas. 
     

     13.4.3 Impostos diferidos 
     

     O balanço consolidado e a demonstração dos resultados consolidada devem incluir a diferença que aparecer aquando da consolidação entre os impostos já pagos ou a pagar referentes a esses exercícios, desde que seja provável que daí resulte, para uma empresa consolidada, encargo efectivo num futuro previsível. 
     
     

     13.4.4 Eliminações 
     
     

     a)      As demonstrações financeiras consolidadas devem apresentar os activos, os passivos, os capitais próprios e os resultados das empresas incluídas na consolidação como se se tratasse de uma única empresa, devendo das mesmas ser eliminados, nomeadamente: 

            a1)         As dívidas entre as empresas incluídas na consolidação; 

            a2)         Os custos e perdas e os proveitos às operações efectuadas entre as empresas incluídas na consolidação; 

            a3)         Os resultados provenientes das operações efectuadas entre as empresas compreendidas na consolidação quando estejam incluídos nos valores contabilísticos dos activos. 

     b)      Quando uma operação tenha sido concluída uma operação tenha sido concluída de acordo com as condições normais de mercado e a eliminação dos respectivos resultados acarrete custos desproporcionais, pode-se, excepcionalmente, não proceder às eliminações referidas em a3). 

     c)      As eliminações referidas em a2) e a3) podem não ser efectuadas quando envolvam montantes materialmente irrelevante para o objectivo mencionado na alínea a) do n.º 13.2.2. 
     

      13.4.5 Interesses minoritários 
     

     a)      Os valores atribuíveis às partes de capital nas empresas filiais incluídas na consolidação, detidas por pessoas que não sejam as empresas na mesma compreendidas, devem ser inscritos no balanço consolidada dos resultados na rubrica denominada «Interesses minoritários». 

     b)      Relativamente aos resultados atribuíveis às partes de capital nas empresas filiais, detidas por pessoas que não sejam as empresas compreendidas na consolidação, devem ser apresentados na demonstração consolidada dos resultados na rubrica «Interesses minoritários». 
     
     

     13.5 – Método de consolidação proporcional 
     
     

     a)      Quando uma empresa incluída na consolidação dirigir outra empresa juntamente com uma ou mais empresas não incluídas na consolidação, essa outra empresa poderá ser incluída nas demonstrações financeiras consolidadas na proporção dos direitos no seu capital detidos pela empresa incluída na consolidação. 

     b)      É aplicável neste método, com as necessárias adaptações, o que se estabelece no n.º 13.2 e no n.º 13.4, com excepção do disposto no n.º 13.4.5. 

     c)      Quando uma empresa for consolidada segundo o método de consolidação proporcional e for uma empresa associada, conforme definido na alínea a) do n.º 13.6.1, não lhe é aplicável o método da equivalência. 
     
     

     13.6 – Contabilizações das participações em associadas 
     
     

     13.6.1 – Método da equivalência patrimonial 
     
     

     a)      Sempre que uma empresa incluída na consolidação exerça uma influência significativa sobre a gestão e a influência significativa sobre a gestão e a política financeira de uma empresa não compreendida na consolidação (empresa associada), em que detenha uma participação, esta deve ser apresentada no balanço consolidado na rubrica «Partes de capital em empresas associadas». 

     b)      Presume-se que uma empresa exerce uma influência significativa sobre uma outra quando detenha uma participação de 20% ou mais dos direitos de voto dos titulares do capital desta empresa, devendo, para efeitos de determinação desta percentagem, ser adicionados os direitos de qualquer outra empresa filial, bem como os de qualquer pessoa agindo em seu próprio nome mas por conta da empresa-mãe ou de qualquer empresa filial. 

     c)      A participação será sempre contabilizada pelo método da equivalência patrimonial. 

     d)      Quando se aplicar este método pela primeira vez a uma participação, esta deverá ser inscrita no balanço consolidado: 

              d1) Quer pelo seu valor contabilístico (custo de aquisição), sendo a diferença para o montante correspondente à  proporção dos capitais próprios representados por essa participação divulgada na nota 19 do anexo; 

              d2) Quer pelo montante correspondente à proporção dos capitais próprios da empresa associada, sendo a diferença para o valor contabilístico (custo de aquisição) mencionada separadamente no balanço consolidado. 

     e)      Para efeitos do disposto na alínea anterior, a diferença deve ser determinada na data em que o método tenha sido aplicado pela primeira vez, ou na data de aquisição da participação, ou, no caso de aquisições em datas diferentes, no momento em que a empresa se tornou um empresa associada. 

     f)        Sempre que elementos do activo ou do passivo da empresa associada tenham sido valorizados segundo  critérios diferentes dos utilizados na consolidação, tal como se refere na alínea b) do n.º 13.4.2, estes elementos devem ser, tanto quanto possível, revalorizados segundo os critérios usados para a consolidação para efeitos de cálculo da diferença referida na alínea anterior. 

     g)      Quando a diferença referida na alínea d) não puder ser relacionada com qualquer categoria de activos ou de passivos identificáveis da empresa associada, será tratada de acordo com o disposto na alínea, e) do n.º 13.4.1 

     h)      O valor contabilístico, quando se adopte o procedimento referido em d1), ou o que corresponde à proporção dos capitais próprios da empresa associada, quando se adopte o procedimento referido na alínea d2), deve ser aumentado ou diminuído do valor de qualquer variação, verificada durante o exercício, da proporção dos capitais próprios da empresa associada representada por esta participação; aquele valor deve ser reduzido do montante dos lucros distribuídos à participação. 

     i)        A proporção do resultado da empresa associada atribuível a estas participações deve ser inscrita na demonstração consolidada dos resultados, na rubrica prevista para o efeito. 

     j)        As eliminações descritas em a3) do n.º 13.4.4 devem ser efectuadas na medida em que os elementos sejam conhecidos ou a respectiva informação esteja disponível, sendo igualmente aplicável o disposto na alínea c) do n.º 13.4.4. 

     l)        Quando uma empresa associada elaborar demonstrações financeiras consolidadas, as disposições precedentes aplicar-se-ão aos capitais próprios apresentados em tais demonstrações financeiras. 
     
     

     13.6.2 – Exclusões 
     
     

     Quando as participações no capital das empresas associadas sejam materialmente irrelevantes para o objectivo enunciado no n.º 13.2.2, não necessitam de ser aplicadas as disposições do número anterior. 

     13.7 – Disposições transitórias 

     a)      Nas primeiras demonstrações financeiras consolidadas e elaboradas de acordo com estas normas, por um conjunto de empresas entre as quais já existia, antes da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 238/91, de 2 de Julho, uma das relações referidas no n.º 1 do artigo 1.º do mesmo diploma, devem ser obtidos em conta, para efeitos do disposto na alínea c) do n.º 13.4.1 das normas de consolidação, os valores contabilísticos das partes de capital e a proporção dos capitais próprios que elas representam reportadas à data do início do exercício a que essas demonstrações se referem. 

     b)      A diferença resultante da compensação efectuada nos termos da alínea anterior deve ser apresentada no capital próprio, na respectiva rubrica, à data da elaboração das primeiras demonstrações financeiras consolidadas. 

     c)      As disposições das alíneas anteriores aplicam-se, com as necessárias adaptações, à valorização das partes de capital ou à proporção dos capitais próprios que elas representam no capital de uma empresa associada de uma empresa compreendida na consolidação, tanto para efeitos da aplicação do método de equivalência patrimonial como do método de consolidação proporcional.

     


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